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Caeiro
António de Castro Caeiro
CAEIRO, António de Castro. A arete como possibilidade extrema do humano. Fenomenologia da práxis em Platão e Aristóteles. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2002
Introdução
A possibilidade de uma consideração fenomenológica da excelência (areté)
- § 1. Fenomenologia da situação humana (práxis). Determinação da excelência (areté) como fenômeno em Platão e Aristóteles
- § 2. Considerações metódicas: o acesso à coisa mesma da situação humana (práxis)
PARTE I: PLATÃO
Considerações preliminares
- Capítulo I: Isolamento do sentido da excelência (areté)
- § 3. A enunciação do sentido da excelência (areté) a partir do Górgias
- § 4. A perversão (kakía) enquanto privação (stéresis) da excelência (areté)
- § 5. A excelência humana (anthropéia areté) e o seu «trabalho» (érgon) específico
- § 6. Os limites aptidão-inaptidão (agathón-kakón)
- Capítulo II: Isolamento do sentido da situação (práxis)
- § 7. A situação específica do humano (práxis) como o horizonte de tematização para determinação da excelência ou perversão da lucidez humana (psyché). Identificação de uma estrutura patológica sofrimento-prazer (lýpe–hedoné) e as suas movimentações originárias: fuga-perseguição (phygé–díoxis)
- § 8. A problematividade da (in)acessibilidade ao sentido da excelência (areté)
- Secção I: A possibilidade de um verdadeiro acesso aos horizontes temáticos natureza (phýsis) e situação humana (práxis) sem a distorção mimética. A excelência (areté) como desocultação (alétheia) da situação humana (práxis)
- Capítulo I: O acesso mimético aos entes da natureza (phýsei onta) e a introdução ao horizonte da situação humana (práxis)
- § 9. Introdução ao fenômeno da reprodução (mímesis). A reprodução (mímesis) da natureza (phýsis)
- a. A análise dos apetrechos (skeué)
- b. Alargamento da consideração aos entes da natureza (phýsei onta)
- c. O nosso acesso aos entes como um acesso mimético
- § 10. O problema da abertura ao horizonte de acontecimento da situação humana (práxis)
- § 11. A possibilidade da excelência (areté) dada a partir da tematização das afecções (páthe) que influenciam o horizonte da situação humana (práxis)
- § 12. A tematização do plano responsável (aitía) pelo sentido das situações humanas (práxeis) em analogia à pergunta sobre o sentido dos fenômenos físicos
- § 13. O bem (agathón) como o sentido excelente da situação humana (práxis)
- Capítulo II: A reprodução (mímesis) como distorção patológica da situação humana (práxis) (a perspectiva da tragédia e da comédia)
- § 14. A reprodução imitadora (mímesis) da situação humana (práxis)
- a. A tematização da diferenciação estrutural da imitação relativamente ao que é ou está a ser imitado
- b. A possibilidade da constituição de um ponto de vista que calcula a afecção patológica do horizonte da situação humana (práxis) em analogia com o domínio da natureza (phýsis)
- § 15. O horizonte da situação (práxis) humana
- a. A base fenomenal da situação (práxis) humana
- b. O acontecimento do sofrimento (lýpe) e os modos como nos podemos comportar relativamente à situação que cria: o patológico (mímesis) e o que procura pelo sentido (lógos) dessa situação (práxis)
- c. A reprodução imitadora (mímesis) da tragédia como distorção do sentido do sofrimento (lýpe). A compaixão (éleos) patológica dessa «distorção»
- d. A reprodução imitadora (mímesis) da comédia como distorção do sentido da forma (lýpe) deprimente do pudor (aidós)
- § 16. A reprodução (mímesis) como alienação da afecção (páthos) que nos afeta e a possibilidade de uma apropriação pelo sentido (lógos) do sentido da afecção (páthos)
- § 17. A reprodução imitadora (mímesis) como o paroxismo da situação habitual de compreensão do que nos acontece
- Capítulo III: O desocultamento (alétheia) do sentido da situação humana (práxis) e o acesso ao horizonte excelência-perversão (areté–kakía)
- § 18. Excurso: a reprodução poética (mímesis poiētiké) como retórica (rhētoriké). O esforço de anulação do efeito que fazem surtir
- § 19. A possibilidade de desconstrução dos enunciados miméticos e o acesso ao sentido compreensivo (lógos) de cada situação (práxis)
- § 20. A fixação do sentido da situação (práxis) humana a partir do estar lançado para o bem. O bem como fundamento da situação (práxis). A possibilidade de a tematização do bem ser mimética
- Secção II: Primeira concretização fenomênica da possibilidade da constituição da excelência (areté): a convocação da perseverança (andréia) como superação (télos) da situação de depressão (lýpe) criada pelo medo (phóbos) (Protágoras)
- Capítulo I: A excelência (areté) como «poder epistêmico» (dýnamis)
- § 21. A excelência (areté) como poder (dýnamis) produzido por um saber (epistéme). A excelência (areté) como resolução de uma situação (práxis) sem saída aparente
- § 22. A tematização da «situação precária» (kaké práxis) como situação limite a partir da qual irrompe na sua urgência a pergunta pelo saber (epistéme) da excelência (areté)
- § 23. Os problemas levantados no Protágoras
- a. Acerca da possibilidade de ensinar a excelência (areté)
- b. Acerca da heterogeneidade ou homogeneidade das diferentes formas de manifestação da excelência
- Capítulo II: A lógica da patologia como privação do olhar epistêmico ou fronético
- § 24. O fenômeno da adversidade (symphorá)
- a. Como afecção da depressão (lýpe)
- b. A inconstância da vida humana e a dependência do seu sentido das situações e circunstâncias que nela se formam
- c. As condições de afetabilidade da adversidade (symphorá)
- d. A característica formal da adversidade (symphorá) como cancelamento do saber (stéresis epistémes)
- § 25. Afeto (páthos) versus sentido compreensivo (lógos) [a privação do saber (epistéme) como passividade]
- a. O afeto (páthos) como inibição do sentido (lógos)
- b. A possibilidade de a «situação precária» do «cancelamento do olhar epistêmico» ser provocada pelo prazer (hedoné)
- Capítulo III: A «técnica medidora» (metrētiké téchnē) como anulação do vigor da aparição patológica (hē toû phainoménou dýnamis) (os elementos atemáticos do horizonte patológico)
- § 26. A «eternidade» aparente do instante patológico e a possibilidade de futuração dada pelo saber (epistéme)
- § 27. «Excelência» (areté) e «perversidade» (kakía) como determinações que excedem o horizonte patológico prazer-depressão (hedoné–lýpe). A aparente inversão da lógica factível de perseguição e de afastamento do cumprimento (télos)
- § 28. O excesso (hyperbolé) e o defeito (élleipsis) patológicos
- § 29. A «técnica medidora» (metrētiké téchnē) e a «potência do fenômeno» (dýnamis toû phainoménou)
- a. Como pontos de vista sobre os horizontes natureza essencial (phýsis) e situação (práxis)
- b. Excurso: o fenômeno da imobilização tranquila (hēsychía) como uma aparência afetiva
- c. Imitação espacial da patologia
- d. A perícia medidora (metrētiké téchnē)
- Capítulo IV: A excelência (areté) como concretização de desocultação (alétheia)
- § 30. A possibilidade de ter em vista o cumprimento (télos) na situação patológica de medo
- § 31. A lógica da «escolha». A excelência concretizada como «elevação sobre o medo». A patologia instantânea do medo e o domínio de saber do momento seguinte
- § 32. A desocultação do carácter vergonhoso (aischrón) como aquilo em vista do que se avalia a depressão (lýpe) do medo (phóbos)
- § 33. A interpretação do «medo» como bem possibilitante (agathón) ou como mal impeditivo (kakón). A interpretação do fenômeno patológico que provoca a movimentação de fuga e a possibilidade de o «perseguirmos». A «modificação» da facticidade humana
- Secção III: Segunda concretização fenomênica da possibilidade de constituição da excelência (areté): a convocação da justificação-consciência tranquila (dikaiosýnē–sōphrosýnē) como superação (télos) da situação de prazer (hedoné) produzida pela vontade de prazer (epithymía) (Górgias)
- Capítulo I: Convocação do horizonte da situação (práxis) em contraposição ao horizonte da natureza (phýsis) entes intermédios (tà metaxý onta). A lógica da situação (práxis)
- § 34. Nota introdutória ao Górgias
- a. A análise da manifestação de perversão (kakía), injustiça (adikía) e a possibilidade de constituição da justiça (díkē)
- b. Situação-cumprimento (práxis–télos)
- § 35. A irredutibilidade da estrutura fim-meio (hoû héneka–héneka toû) à dimensão neutralizada entes intermédios (tà metaxý onta). A contraposição da dimensão excelência-perversão (areté–kakía) relativamente à dimensão entes intermédios (tà metaxý onta)
- § 36. A conversão do olhar para a estrutura do sentido
- a. A «irrealidade» dos entes intermédios (metaxý onta). Excurso (Fédon, 74a–c)
- b. Acesso à estrutura de sentido não neutra
- § 37. A abertura ao bem de uma determinada ação
- a. A suspensão do horizonte dos entes intermédios (entes por natureza) (tà metaxý onta (sc., tà phýsei onta))
- b. O carácter temporal da situação (práxis)
- Capítulo II: Manifestações de injustiça (adikía). O comportamento inautêntico relativamente ao cumprimento (télos)
- § 38. Inautenticidade das relações com o cumprimento (télos)
- § 39. Circunscrição do âmbito da retórica. A retórica (rhētoriké) como não-perícia (téchnē)
- § 40. As manifestações do prazer (hedoné) identificadas tendenciosamente como bem possibilitante (agathón)
- a. Persuasão-agrado versus saber-bem
- b. «Fazer» (poieîn) aquelas coisas que parecem ser o melhor de tudo (dokeîn béltiston eînai) e a verdadeira resolução deliberada de um projeto final (boúlesthai toû télous). A qualificação do poder (dýnasthai) obtido
- c. A determinação da injustiça (adikía) resultante do fazer aquilo que parece (poieîn ho dokeî). A possibilidade da tematização da justificação (dikaiosýnē)
- d. Desejo de prazer (epithymía–hedoné) como o querer ter mais injustificado
- Capítulo III: A situação práxis resultante da expectativa de prazer (hedoné) vontade de prazer (epithymía)
- § 41. O fenômeno do desejo
- a. Introdução
- b. O desejo como motivador de injustiça e de atos injustificados
- c. A desconstrução do mito
- § 42. As fases do fenômeno da vontade de prazer (epithymía)
- a. Característica geral do desejo como antecipação
- b. A expectativa de prazer
- c. A «repleção da falta» (plērōsis tēs endeías)
- Capítulo IV: A excelência (areté) [justiça (díkaion dídonai) e moderação (sōphrosýnē)] como forma de desocultação (alétheia) [compreensão da excelência (areté) como organização (táxis) e ordenação (kósmos)]
- § 43. A situação de decisão (krísis) provocada pela transformação catastrófica da exultação (hedoné) em depressão (lýpe)
- § 44. A possibilidade de nos libertarmos da injustiça perpetrada e a reposição da justiça
- § 45. A perícia (téchnē) que tem em vista as exultações (hedonaí)
- § 46. A organização (táxis) e a ordenação (kósmos) como o resultado do olhar técnico da excelência (areté)
PARTE II: ARISTÓTELES
Considerações preliminares
- § 47. A perspectiva da análise da excelência (areté) em Aristóteles
- § 48. Determinação preliminar da necessidade de uma abertura sensata (phrónēsis) ao bem (agathón) da situação humana (práxis)
- Secção I: A neutralização da natureza (phýsis) e a possibilidade de tematização da excelência (areté) [o horizonte da situação humana (práxis)]
- Capítulo I: A delimitação do horizonte de acontecimento dos entes por natureza (tà phýsei onta)
- § 49. A natureza (phýsis) como o horizonte de entes que detêm em si a proveniência do movimento (archḕ kinḗseōs)
- a. A geração (génesis) como forma de movimentação (kínēsis)
- b. O nascimento natural em contraposição à produção técnica (apò tékhnēs)
- § 50. O horizonte dos entes que são por natureza (phýsei), determinado em vista daquilo de que são feitos (hýlē)
- § 51. A natureza (phýsis) como forma segundo o sentido (morphḕ katà lógon)
- § 52. A natureza (phýsis) como encaminhamento (hodós ou génesis) para a presença concreta de um ente (ousía) e a análise da natureza (phýsis)
- Capítulo II: A gênese (génesis) da excelência (areté)
- § 53. A excelência (areté) em contraposição à natureza (phýsis). Primeira abordagem
- § 54. Os dois gêneros de excelência (areté) e a sua geração (génesis)
- § 55. Caracterização da excelência (areté) e da perversão (kakía) como respectivamente completude e excentração
- § 56. A constituição da excelência (areté) por hábito (hèx éthous) e a impossibilidade da ação do hábito sobre a natureza (phýsis)
- Capítulo III: Elementos para uma analítica da excelência (phýsis areté)
- § 57. A excelência (areté) enquanto fenômeno da existência (psyché)
- § 58. A dificuldade de constituição de uma base fenomenal para uma analítica da excelência (areté)
- § 59. Os fenômenos patológicos prazer-sofrimento (hedoné–lýpe) e sua função de indicação (sēmeîon) da disposição excelência (héxis areté)
- a. Os fenômenos de prazer (hedoné) e de sofrimento (lýpe) como fenômenos de apercepção
- b. Os fenômenos de sofrimento (lýpe) e de prazer (hedoné) como indicações do modo como a vida (psyché) se encontra
- c. A determinação da excelência (areté) como organização (táxis) das situações (práxeis)
- § 60. A disposição de ser delimitada a partir de outros fenômenos gerados na existência (psyché)
- § 61. A natureza da excelência (phýsis areté)
- Secção II: A desocultação da completude (alétheia téleos) e dos limites da dimensão prática da vida (praktikḕ zōḗ)
- Capítulo I: A faticidade da completude (télos) da situação humana (práxis) e a sua desocultação (alétheia)
- § 62. A faticidade da completude (télos) experimentada como um «estar lançado» (ephíesthai) para um determinado bem (agathoû tinós)
- § 63. A arquitetônica das completudes (télē)
- § 64. A perícia (téchnē) dos princípios tem em vista a felicidade (eudaimonía)
- § 65. A desocultação (alétheia) dos princípios da ação
- a. A filosofia como ciência da verdade (epistémē tēs alētheías). A sua vertente prática e a sua vertente teórica
- b. O fundamento (aitía) como princípio (archḗ)
1. Os princípios da ação: aquilo em vista do qual (hoû héneka)
2. O «de onde vem a movimentação» da ação (hóthen hē archḕ tēs kinḗseōs)
- Capítulo II: A vida prática (zōḗ praktikḗ) como o horizonte de tematização da excelência (areté) humana [ter sentido (lógon échein) versus sem sentido (álogon)]
- § 66. A determinação do trabalho (érgon) específico do humano
- § 67. As manifestações da vida. A determinação específica da vida humana como viver na situação humana (zōḗ praktikḗ)
- § 68. A convocação do sentido (lógos) a partir de uma situação sem sentido (álogon)
- § 69. Os limites da vida prática (zōḗ praktikḗ). Ter sentido-sem sentido (lógon échein–álogon) [privação do sentido (stéresis lógou)]
- Capítulo III: Os limites da vida prática (zōḗ praktikḗ)
- § 70. O excesso e o defeito patológicos destruidores da existência
- § 71. A possibilidade da conservação da vida prática (praktikḕ zōḗ)
- § 72. O sentido corretor (orthòs lógos) como verdadeira abertura às movimentações perseguição-fuga (díoxis–phygḗ)
- Secção III: As concretizações fenomênicas da possibilidade da constituição da excelência (areté) em contraposição à perversão (kakía)
- Capítulo I: A convocação da perseverança (andréia) como superação (télos) da situação de depressão (lýpe) criada pelo medo (phóbos)
- § 73. A perseverança (andréia) como a possibilidade de superar a depressão (lýpe) do medo (phóbos)
- § 74. A excelência perseverança (areté andréia) como possibilidade de realização da felicidade (eudaimonía) face à patologia das adversidades (symphorá)
- a. A exposição patológica da vida humana às adversidades (symphorá) e a crise da felicidade (eudaimonía)
- b. A possibilidade de suspensão e neutralização da adversidade (symphorá)
- § 75. A situação limite da morte como raiz da possibilidade da adversidade
- § 76. A produção humana da estabilidade (bebaiótēs)
- § 77. O modo do relacionamento excelente com a adversidade (symphorá)
- § 78. A qualificação temporal dos limites destrutivos e excelentes do comportamento para com o medo
- a. O excesso (hyperbolḗ) de sofrimento em face do medo (lýpe phóbou)
- b. O défice (élleipsis) de sofrimento em face do medo (lýpe phóbou)
- c. A excelência perseverança (areté andréia) como a escolha do meio
- Capítulo II: A convocação da moderação (sōphrosýnē) como superação (télos) da situação de prazer (hedoné) criada pelo desejo (epithymía)
- § 79. A excelência moderação (sōphrosýnē) definida em função do prazer (hedoné)
- § 80. O isolamento dos prazeres (hedonaí) e dos desejos (epithymía) relativamente aos quais se constitui o horizonte moderação-descontrole (sōphrosýnē–akolasía)
- § 81. A percepção táctil (aísthēsis háphē) como o campo de acontecimento da excelência moderação (sōphrosýnē) e da perversão desenfreada (akolasía)
- a. Os temas das percepções óptica (aísthēsis ópsis) e acústica (akoḗ) e a sua neutralidade
- b. O prazer (hedoné) produzido pela percepção táctil (aísthēsis háphē)
- § 82. A caracterização do desejo (epithymía) que conduz ao descontrole (akolasía)
- a. O excesso (hyperbolḗ) dos desejos naturais (physikaì epithymía)
- b. O desejo peculiar (idía epithymía) situação de descontrole (akolasía)
- c. A ação da presença do desejo (epithymía)
- d. O toque (háphē) como o preenchimento da vontade de prazer (epithymía) e a sua transformação catastrófica em sofrimento (lýpe)
- § 83. A qualificação temporal dos limites destrutivos e excelentes do comportamento para com o prazer
- a. O defeito (élleipsis) do prazer insensibilidade (anáisthētos hēdonḗ)
- b. O excesso (hyperbolḗ) do prazer descontrole (akolastía hēdonḗ)
- c. A possibilidade da ativação (eúphrōn) do medo de ser moderado (héxis sōphrosýnē)
- Capítulo III: A determinação da situação humana (práxis) em função da escolha antecipada (proaíresis)
- § 84. Caracterização geral dos limites da situação (práxis) como bom grado (hekónta) em contraposição à patologia do mau grado (akónta)
- a. Por compulsão (bía)
- b. Através-da-ignorância (di' ágnoian)
- § 85. A escolha antecipada da possibilidade autêntica resolutiva da ação (proaíresis)
- a. Escolha-desejo (proaíresis–epithymía)
- b. Escolha-ira (proaíresis–thymós)
- c. Escolha-ânsia (proaíresis–epithymía)
- d. Escolha-parecer (proaíresis–dóxa)
- e. Escolha-deliberação (proaíresis–boúleusis)
- Secção IV: A sensatez (phrónēsis) como operador da analítica do momento oportuno (kairós) e da qualidade da movimentação (kinētikó) da situação (práxis) em função do fim (télos)
- Capítulo I: A sensatez (phrónēsis) como a análise do momento oportuno (kairós) da situação da ação (práxis)
- § 86. Revisão dos nossos apuramentos com vista à determinação dos elementos formais da ação
- § 87. A alterabilidade da situação (práxis) e a consequente dificuldade de desocultamento do em vista (télos) em cada momento prático e os elementos formais da ação
- § 88. Revisão dos princípios da ação e o prevalecimento do em vista do qual se promove uma movimentação de tipo prático
- § 89. A categoria temporal da ação momento oportuno (kairós)
- a. O momento oportuno (kairós)
- b. O momento oportuno (kairós) como uma concretização categorial de tempo
- § 90. A especificidade da determinação do momento oportuno (kairós) a partir da consideração das diversas perícias (tékhnai)
- § 91. A dificuldade da determinação do momento (kairós) numa situação crítica [a comparação da situação (práxis) humana com a situação crítica da doença]
- Capítulo II: Isolamento da perspectiva de desocultação (alétheia) da sensatez (phrónēsis)
- § 92. O sentido corretor (orthòs lógos) como limite da ação
- § 93. A diferente função de desocultação (alétheia) da lucidez (psyché) em função dos seus horizontes de tematização: o carácter (ēthos) humano e a natureza (phýsis). Reperspectivação do sentido das excelências (arétaí)
- § 94. Isolamento das formas de desocultamento da lucidez (psyché) em geral e da sensatez (phrónēsis) em especial
- a. Excurso: problematicidade da diferença contemplação-situação humana (theōría–práxis)
- b. Apercebimento (epistémē)
- c. Deliberação-escolha-sensatez (boúleusis–proaíresis–phrónēsis)
- d. Isolamento da sensatez (phrónēsis) relativamente à perícia (téchnē) e ao fazer (poíēsis)
- e. Delimitação da sensatez (phrónēsis) relativamente à sabedoria (sophía)
- Capítulo III: A sensatez (phrónēsis) como a apercepção intuitiva (aísthēsis) do momento oportuno (kairós) constituinte de uma escolha antecipada (proaíresis) prática
- § 95. O tema da sensatez (phrónēsis): momento oportuno (kairós)
- a. Perícia-fim (téchnē–télos) versus situação-fim (práxis–télos)
- b. O esforço de constituição de uma experiência (empiría) no horizonte limite da situação (práxis)
- c. As formas de acesso à origem da situação (práxis) e a sensatez (phrónēsis) como a perspectiva que abre para a situação-limite
- d. A tenção tendenciosa (órexis) como co-constituinte da ação
- § 96. A sensatez (phrónēsis) como determinação da movimentação (kínēsis) prática
- a. Determinação ontológica da situação (práxis)
- b. A diferente focagem do fenômeno da movimentação (kínēsis) nos horizontes natureza (phýsis) e situação humana (práxis)
- c. A situação (práxis) enquanto movimentação (kínēsis)
- d. A escolha (proaíresis) da situação (práxis) como o trabalho produzido pelo humano
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