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Enigmas do Mito Cósmico

  • Dualidade entre a abordagem esotérica e demonstrativa no pensamento socrático
    • Divisão do discurso no Fédon em categorias órfico-míticas (esotéricas) e dialético-filosóficas (demonstrativas)
    • Compreensão de todos os enunciados míticos como logoi, passíveis de entendimento pela razão e intelecto
    • Função dos enigmas (ainigmata) nos textos sagrados como veículos para a expressão de realidades grandiosas
    • O papel da hermenêutica filosófica no embate com quebra-cabeças lógicos dentro de uma visão de mundo mítica
  • O cosmos como agalma e o universo enquanto mito ontológico
    • Definição de Sallustius: o universo é um mito pois exibe corpos materiais enquanto oculta almas e intelectos
    • Função pedagógica do mito: proteger a verdade do desprezo dos tolos e estimular o estudo dos bons
    • Analogia entre o mito cósmico e as operações ativas (energeias) dos deuses no plano da manifestação
    • Uso da razão filosófica para extrair o que é condizente com a verdade (kata ten homoioteta) das narrativas tradicionais
  • Khepera, Maya e a magia criativa da autodescoberta divina
    • Identificação do universo com os kheperu: emanações ontológicas do Escaravelho Dourado primordial
    • Correspondência entre o Heka egípcio (magia criativa) e o Heikton de Jâmblico enquanto primeiro ato de magia
    • Paralelismo com a doutrina hindu de Maya: a sabedoria divina operando por medida (maat) e lógica demiúrgica
    • O Logos demiúrgico criando um universo de teofanias que é, essencialmente, uma maravilha a ser contemplada (thauma idesthai)
  • Teologia Menfita e o universo como linguagem articulada por Ptah
    • Criação da totalidade dos seres e hieróglifos através da Língua de Ptah (Thoth) e dos pensamentos do Coração (Horus)
    • Reconhecimento de um “Platonismo pré-teórico” na divisão egípcia entre formas originais e imagens reproduzidas
    • O mito como face exterior e manifesta do símbolo, atuando em um nível ontológico e noético superior
    • Transformação da substância inteligível em linguagem escrita e falada através da arquitetura do cosmos
  • Hierarquia do conhecimento e a natureza mítica do silogismo
    • Aplicação do termo muthos a qualquer conhecimento racionalizado (dia sullogismou) que dependa de termos médios
    • A inteligência noética (noera) vista como “mito” quando comparada à visão direta e absoluta do arquétipo
    • Crítica platônica à orgulhosa via silogística do Peripatos, classificada como conhecimento por imagens (ex eikonon)
    • O mito como imagem necessária da realidade na sequência da manifestação eidética ao longo da Linha Dividida
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