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Filosofia como Rito de Deificação

  • Ciência da mensuração e a hodos em direção à Torre de Cronos
    • Distinção fundamental entre o philosophos (amante da sabedoria) e o philodoxos (amante da opinião) na senda sagrada
    • Rejeição da filosofia como ginástica mental ou oratória em favor do processo de tornar-se semelhante a Deus
    • Imperativo platônico da fuga do mundo (phuge) para a habitação junto aos deuses (en theois)
    • Cultivo do elemento superior da alma, já aparentado ao divino, para alcance da sophia perfeita
  • O Pós-vida como Templo e o relâmpago da reversão do Pai
    • Definição de Olympiodorus: a vida no reino da luz noética eterna é, essencialmente, um templo (hieron)
    • O filósofo como imitador de Deus em jornada para o Pai, elevado pelo raio dialético-erótico e teléstico
    • O “raio” como fogo da reversão (epistrophe) através do qual a divindade retorna a si mesma
    • Participação na natureza divina imutável mediante o foco nas realidades eternas e inabaláveis
  • Unificação noética e a superação do modo de ser titânico
    • Culminação da hierarquia de atividades na união mística (henosis) através das virtudes hieráticas
    • Oposição entre o Bem (alvo dos seres racionais) e o prazer (alvo dos seres irracionais) na dialética da alma
    • Movimento da diferenciação irracional para a completude de Osíris Unun-nefer (aquele que existe em perfeição)
    • União baseada na similitude (homoiotetos): o sábio unido à bondade e sabedoria providencial dos deuses
  • A Tríplice Esperança e a mediação daimônica de Sócrates
    • Classificação das esperanças em Damáscio: a esperança da multidão, a do filósofo e a do teurgo
    • Posição intermediária da filosofia, análoga ao papel de Eros no Banquete de Platão como ponte ontológica
    • Sócrates como modelo de união ao divino através da ordem daimônica e da refutação (elenchos)
    • O daimon como revelador da vontade divina, orientando a atividade da alma em conformidade com o Deus regente
  • O Rito de aprender a morrer e a recuperação das asas da alma
    • Filosofia como o rito de “morrer antes de morrer”, realizado pela abertura da alma às suas causas através da anamnesis
    • O “desatar do vínculo” (luein ton desmon) como solução para o impasse da aporia intelectual
    • Recuperação das asas espirituais da alma por meio da iniciação perpétua nos mistérios perfeitos
    • Superação do exílio e da mácula no “reino da dessemelhança” através da união com a Beleza divina
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