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Filosofia, Magia e o Riso Divino

  • A trama invisível da alma e a resistência contra a ignorância sethiana
    • Papel da filosofia apoliana na tecelagem e unificação da alma contra a dispersão do devir
    • Função da ignorância como força que despedaça abertamente o ser no mundo da manifestação (kheperu)
    • Alinhamento da busca pelo conhecimento com o lado de Horus e Ra para manutenção da ordem cósmica (Maat)
    • Ascensão dialética das imagens aos arquétipos noéticos como o limite e o padrão de todas as coisas
  • O texto filosófico como pharmakon e a herança das Ephesia Grammata
    • Analogia entre o discurso filosófico e as fórmulas mágicas (alexipharmaka) destinadas a afastar o mal
    • Caráter talismânico dos logoi, funcionando como encantamentos (epodai) para a salvação eterna
    • Uso de voces magicae e sequências mantricas para proteção terrena e estabilização da alma
    • O filósofo como mestre da linguagem sagrada, capaz de incisar a verdade na estátua viva da consciência
  • Lógica e liberdade: o riso daqueles que transcendem as regras
    • Compreensão da lógica como ferramenta de libertação contra as armadilhas das regras fixas e profanas
    • O riso filosófico como resposta à impossibilidade da mente discursiva em capturar o absoluto
    • Identificação do filósofo com o caçador primordial que busca a carne viva das ideias no certame dialético
    • Reconhecimento de que a transcendência exige o autossacrifício e a morte da identidade inferior
  • A doutrina da nada (oudeneia) e o silêncio como telos da filosofia
    • Paradoxal verdade de que o conhecimento real revela nossa própria nada perante o divino
    • O silêncio sagrado como ponto de partida e meta final (telos) de toda investigação metafísica
    • Interrupção do silêncio apenas pelo riso inextinguível dos deuses (asbestos gelos)
    • Crítica à erudição vazia: a compreensão de que o excesso de letras pode obscurecer a visão da unidade
  • Habitação nas alturas pneumáticas e os frutos das Hespérides
    • Destino do povo piedoso nas regiões intermediárias da “Terra Superior” e seus frutos etéreos
    • O fim da jornada marcado pelo acesso aos frutos celestiais oferecidos pelas Hespérides aos vitoriosos
    • Apoio nos modelos hieráticos da iniciação órfico-dionisíaca para o alcance do reino solar noético
    • Existência no reino dos akhu sem corpos, memórias terrenas ou resquícios da identidade titânica
  • Apokatastasis e a morte em silêncio religioso (euphemia)
    • Definição pitagórica de morrer em silêncio sagrado como selo da purificação completa
    • Retorno ao reino hipercósmico (huperkosmion topon) após a dissolução dos vínculos materiais
    • Apoteose noética como o único sentido real da filosofia perante a tragédia da condição humana
    • Restauração da alma à sua condição original de luz pura dentro da inteligência universal de Ra
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