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O Logos Ancestral e sua Função Sacramental na Filosofia Perene

  • Doutrina do alethes logos e a linhagem das nações sapientes
    • Definição da filosofia como homoiosis theo (assimilação a Deus) em continuidade com tradições imemoriais
    • Caráter do “logos ancestral” como sabedoria mantida por egípcios, assírios, indianos e sábios caldeus
    • Identidade entre filosofia e mistérios enquanto expressões do logos verdadeiro perante a consciência moderna
    • Raízes do pensamento platônico no silêncio sagrado da Idade de Ouro e nas visões teofânicas primordiais
  • Função sacramental do mito e o intelecto como governante interno
    • Compreensão do mito como logos simbólico destinado à mediação com a transcendência divina
    • Filosofia enquanto mito de libertação e senda solar para o estabelecimento do “rei interior”
    • Analogia entre a mente humana (hegemon) e o Intelecto universal que ordena a totalidade do cosmos
    • Exercício do nous para contemplação dos padrões (paradeigmata) noéticos do mundo inteligível
  • Divergência entre a sabedoria demiúrgica e o discurso agnóstico ocidental
    • Contraponto entre a demiourgike sophia clássica e a aderência moderna aos objetos materiais e paixões mentais
    • Crítica ao esquecimento do telos inicial da filosofia, reduzido por contemporâneos a um devaneio despótico
    • Inviabilidade do modelo do rei-filósofo na racionalidade calculista que negligencia a força duradoura do Eros divino
    • Reconhecimento da influência da “Renascença Saíta” e da corte lídia no surgimento do discurso filosófico grego
  • Convergência entre a Árvore Sagrada Assíria e a metafísica das Ideias
    • Codificação da senda de salvação, imortalidade e ascensão à perfeição na simbologia da Árvore da Vida mesopotâmica
    • Paralelismo entre o cárcere da alma na matéria e as doutrinas de purificação presentes no pensamento de Platão
    • Herança de tradições acádias e hurritas mediadas por Orfeu, o fundador das iniciações filosóficas helênicas
    • Paráfrase constante de mitos órficos em Platão como método de instrução sobre o destino da alma
  • Dionísio e a distinção entre portadores de tirso e baco-filósofos
    • Interpretação do despedaçamento dionisíaco como transição da vida titânica para a vida unitária (henoeide)
    • Diferenciação entre filósofos envolvidos na vida cívica e bantes em vias de purificação total
    • Dionísio como causa simultânea da vida (pela manifestação) e da morte (pela profecia que exclui a imaginação sensível)
    • Papel de Apolo na reconstituição da integridade de Dionísio através da ciência da harmonia e do retorno
  • Sinergia final entre mania erótica, filosofia divina e poder teúrgico
    • Reconhecimento de que tudo deve ser salvo e reunido às causas originais por intermédio da providência divina
    • Equivalência funcional entre a theia philosophia e a theourgike dunamis no alcance da união mística
    • Transcendência da ciência humana (anthropine episteme) em favor do contato direto com os princípios noéticos
    • Conclusão da jornada filosófica como uma reintegração na plenitude de Atum-Ra e no Um inefável
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