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A morte que se desprende do inferior

  • Purificação e separação como fundamentos da ascensão ao Campo dos Juncos (ou o Campo das Oferendas, sekhet hetep)
    • Inseparabilidade entre katharsis (purificação) e chorismos (separação) na jornada rumo ao sekhet hetep
    • Necessidade de a alma tornar-se forma (eidos) e poder formativo para acessar realidades puras de corpo
    • Processo de aphairesis como o despojamento de todo elemento estranho para restauração da identidade real
    • Identificação do deus interno através da clarificação do ser e da remoção de acréscimos da pluralidade física
  • Distinção entre a morte biológica e a morte anagógica da alma
    • Definição de morte por Damáscio: apenas a morte que desliga o ser do inferior corresponde à iniciação e ascensão
    • Vinculação entre o lusis (liberação) platônico e o tratamento dado ao corpo (khat) na metafísica egípcia
    • Morte como treinamento para o conhecimento da sabedoria e separação do soma desanimado
    • Hierarquia entre a morte vinda de baixo (necessidade natural) e a morte vinda de cima (providência teúrgica)
  • Metafísica Heliopolitana dos Textos das Pirâmides como arquétipo do Platonismo
    • Proclamação da divisão primordial: o Intelecto de luz (Akh) pertence ao Céu e o cadáver (khat) à Terra
    • Interpretação do Fédon, Fedro e Banquete como comentários marginais à tradição sacerdotal de Heliópolis
    • Reatualização da identidade noética do buscador através da oração de reconhecimento dirigida ao Intelecto Solar (Ra)
    • Abertura dos céus e integração na barca solar ladeada pelas potências de Maat e Hathor
  • Retorno do Nous ao Éter e a continuidade da doutrina da imortalidade
    • Crítica à noção de “descoberta revolucionária” da imortalidade pela filosofia pré-socrática
    • Reconhecimento da origem divina do homem e do objetivo de união com o divino nos Mistérios secretos
    • Correspondência entre o retorno do corpo à terra e o regresso da psuche imortal ao aither universal
    • Expressão da verdade objetiva através da filosofia natural como desdobramento de saberes iniciáticos milenares
  • Dialética contemplativa e o rito de despojamento para união com o Uno
    • Função da sabedoria (sophia) como atividade anagógica que desvia o olhar das coisas inferiores
    • Ciência da dialética como via pela qual os eide ascendem ao trono do Rei e descendem para a alma purificada
    • Analogia entre a subida ao Intelecto e o despojamento das vestes rituais em celebrações de ritos sagrados
    • Remoção das camadas acumuladas na descida para atingir a plenitude de Deus e a união final com o Princípio Único
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