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Ser como Osíris
- Distinção entre o processo de morrer e o estado de estar morto na ascese alexandrina
- Definição de Olympiodorus: o filósofo em purificação “está morrendo”, enquanto o contemplativo “está morto”
- Libertação total dos afetos como requisito para a união noética com o ba de Ra no Duat
- Atuação de Osíris como o centro de espera para a transformação alquímica e a vindicação como maakheru
- Superação da morte física através do acúmulo de conhecimento especulativo e salvífico de natureza gnóstica
- Entrelaçamento entre pureza e conhecimento como raízes da salvação individual
- Afirmação do iniciado: “Eu sou puro porque conheço os nomes”, estabelecendo o saber como meio de entrega
- Encontro face a face com os deuses e as Formas noéticas através da desoneração da existência terrena
- Oração de Djehutiemheb a Hathor como busca pela contemplação direta da forma e beleza divinas
- Reconhecimento da divindade como espelho ativo que irradia a beleza inteligível do Intelecto Solar
- Hathor como Olho de Ra e o poder teúrgico do Intelecto Divino
- Natureza da Deusa como Iret (a executora), cujo trabalho é a contemplação criativa e o ergon teúrgico
- Integração do iniciado na “Vaca Dourada” para o renascimento noético dentro do túmulo-útero
- Recepção de instruções filosóficas e revelações diretamente da “boca” da divindade
- Bem-aventurança daquele que descansa à sombra da Deusa e percorre a senda por Ela ordenada
- Heróis Solares e a transição da iniciação egípcia para a filosofia platônica
- Substituição formal dos iniciados solares egípcios pelos philosophoi helênicos enquanto heróis da luz
- Papel do Rei-Horus como mestre espiritual (telesiourgos) capaz de ascender ao abraço de Atum-Ra
- Racionalização das hierofanias solares e sua conversão nas Ideias eternas da tradição platônica
- Conhecimento exclusivo do caminho de Apolo e Orfeu para atravessar a escuridão em direção à vida perene
- Correspondência entre o trajeto sacerdotal e a ascensão aos céus
- Equivalência entre o caminho do falecido até Osíris e o percurso do sacerdote ao santuário mais interno
- Explicação sacramental do movimento cerimonial através dos portões e salões do templo
- Justificação final no sanctum sanctorum onde o princípio divino reside entronizado
- Compreensão da inteligência sagrada como astúcia capaz de persuadir Perséfone e retornar da morte
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