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Vida Croniana e a Teoria como Visão Ontológica do Cosmos

  • Essência da theoria como espetáculo sagrado e contemplação da revelação divina
    • Evolução semântica do termo theoros: de embaixador de festivais a consultor de oráculos e observador de epifanias
    • Compreensão do conhecimento como espetáculo das “brincadeiras dos deuses” e sintonia com o riso inextinguível do divino
    • Papel do filósofo como philotheoros na contemplação de agalmata e hieróglifos enquanto corpos milagrosos dos deuses
    • Identidade ontológica entre sabedoria verdadeira e substância noética na tradição plotiniana
  • Espacialidade sagrada e a função anagógica dos festivais e mistérios
    • Conexão entre festivais egípcios e mistérios gregos como abertura de um espaço de além-mundo na vida terrena
    • Busca pela proximidade divina através do “olhar embalsamador” que integra imagens vivas aos seus arquétipos inteligíveis
    • Rejeição da análise puramente dissecante em favor de uma visão integrativa das heliomanias e dos bau dos deuses
    • Antecipação da condição pós-morte mediante a experiência ritual de habitar o templum mundi
  • Natureza das Formas noéticas como realidades vivas e substâncias concretas
    • Distinção entre abstrações mentais e os akhu da teologia egípcia enquanto objetos da theoria platônica
    • Analogia entre a visão intelectual e a epopteia eleusina: uma experiência imediata, compreensiva e suprarracional
    • Caráter sintético da mirada divina sobre “belas imagens” em oposição à contemplação de proposições discursivas
    • Equivalência entre intelecto e ser na unidade da beleza noética que transcende argumentos lógicos técnicos
  • Vida Croniana e a askesis do filósofo como paradigma de santidade e inteligência
    • Identificação de Cronos com o Intelecto Divino e a obediência ao elemento imortal interno guiada pelo nous
    • Exemplo de Serapião como modelo de existência divina voltada à prece, aos hinos e à meditação silenciosa
    • Recusa das tecnicalidades filosóficas em favor de intelecções inspiradas e imersão nos escritos órficos
    • Caminho em direção à torre dourada de Cronos e à ilha dos bem-aventurados como meta da vida filosófica
  • Prática do bios theoretikos como o “seguir o coração” (shemes-ib) na tradição egípcia
    • Redução da pluralidade sensível à unidade do inteligível e desta à unidade absoluta da mônada divina
    • Exercício da dialética contemplativa como arte da katharsis para o retorno à unidade noética da realidade
    • Significado espiritual do scholazein: o lazer como retiro no templo-tumba alquímico e transformação proteica
    • Concentração do olho espiritual em arquétipos eternos no solo sagrado da presença divina e do silêncio interior
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