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John Smith

Smith é um dos primeiros a tratar sistematicamente a questão filosófica da imortalidade da alma em inglês. Ele aborda a questão da imortalidade como um corolário lógico da recompensa divina, mas trata-se de uma preocupação viva devido à presença dos “epicuristas” atuais que, como a escola antiga, afirmam a mortalidade da alma com base em uma forma de materialismo. Além do “epicurismo”, Smith provavelmente tem em mente, mas não faz referência, a “imortalidade condicional” proposta por George Wither e Richard Overton, entre outros, na década de 1640. Se for esse o caso, a ameaça à religião, na perspectiva de Smith, permanece praticamente a mesma, na medida em que a imortalidade é colocada em dúvida.

Contra a crescente onda de materialismo, Smith se baseia fortemente em Plotino. No entanto, em seu tratado “Sobre a Imortalidade da Alma” (Enéadas IV. 7), Plotino aborda os epicuristas apenas muito brevemente. Na maioria das vezes, Plotino procura refutar as visões dos estoicos. Smith, em contraste, vê nos estoicos um aliado e, portanto, preocupa-se principalmente com o materialismo epicurista. Tanto Plotino quanto Smith, no entanto, buscam defender o que Gerson chamou de antimaterialismo e antimechanismo platônicos no que diz respeito à imortalidade da alma. (Derek A. Michaud)

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