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Platonistas de Cambridge
- Configuração do movimento de Cambridge como marco fundante da subjetividade contemporânea e da cultura de autonomia por meio da obra de intelectuais como Benjamin Whichcote, Ralph Cudworth e Henry More.
- Realização de revolução copernicana na filosofia moral ocidental ao transitar de modelos autoritários para ética baseada na razão interna e em princípios imutáveis que sustentam tolerância e direitos individuais.
- Influência transdisciplinar na estética e na questão de gênero através da irradiação do conceito de prazer desinteressado e do impacto direto sobre o desenvolvimento intelectual de pensadoras como Anne Conway e Mary Wollstonecraft.
- Elaboração da noção de Natureza Plástica como princípio vital mediador entre espírito e matéria que moldou concepções modernas sobre genialidade artística e criatividade transcendental.
- Consolidação de léxico filosófico fundamental para modernidade incluindo termos técnicos como monoteísmo, materialismo e hilozoísmo que definiram agendas primordiais da filosofia da religião e da mente.
- Intervenção precoce no debate sobre o cartesianismo estabelecendo as bases para compreensão contemporânea da consciência e da relação entre substâncias.
- Análise das lacunas na pesquisa acadêmica atual e refutação de preconceitos que descrevem o grupo como retrógrado ou puramente antiquário em face de sua complexidade especulativa.
- Desafio imposto pela erudição camuflada e pela escassez de edições críticas que dificultam acesso direto às contribuições mais densas destes pensadores para ontologia e metafísica.
- Exame da legitimidade taxonômica do termo Platonismo de Cambridge confrontando perspectivas de reificação histórica com evidências de autopercepção e classificações do século dezoito.
- Identificação do grupo em catálogos históricos de Mosheim e Brucker como restauradores do platonismo eclético ou alexandrino estabelecendo continuidade com tradição de Orígenes.
- Reconhecimento de afinidade intelectual por pensadores como Coleridge que distinguia entre platonismo professado e o plotinismo subjacente à busca por verdades imutáveis e eternas contra o atomismo mecânico de Hobbes.
(HEDLEY, Douglas; LEECH, David. Revisioning Cambridge platonism: sources and legacy. Cham: Springer, 2019)
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