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platao:teeteto:calouste

Nogueira & Boeri

Platão. Teeteto. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2015.

Sinopse do Teeteto (Platão)

142a - 145e: Introdução e posição da questão

  • 142a-143c: Introdução à narrativa
  • 143c-144e: Introdução dramática
  • 144d-145e: Posição da questão
  • 145e-146a: “O que é o saber?”

146c - 148e: Exemplos conducentes a uma boa resposta

149a - 151d: Interlúdio - Sócrates e a maiêutica

  • Arte do auxílio ao parto

Primeira resposta (151e-187a): "O saber é sensação"

  • 151e-152d: Protágoras: “O homem é a medida de todas as coisas”
  • 152b-c: Percepção e aparência
  • 152c: “A percepção é do que sempre é e infalível, sendo saber”
  • 152d-153d: “Nada é uno, em si” - apelo a Heraclito e o movimento
  • 153d-160e: Fluxo, relatividade e interdependência
    • 153e-154a: Privacidade e subjetividade (fluxismo)
    • 154a-155e: Exemplos - debate livre
    • 155e-157c: Doutrina secreta - o agente e o paciente
    • 157c-159a: Debate livre - sonhos (contra-exemplo)
    • 159a-160a: Retorno ao ativo e passivo
  • 160a-e: Conclusão - convergência de Heraclito e Protágoras
  • 160e-161b: Pequeno interlúdio
  • 161c-165c: Sensismo e verdade - crítica erística
    • 163b-c: Primeiro contra-exemplo - sentir e saber
    • 163c-165c: Segundo contra-exemplo - memória e sensação
  • 165c-e: Intervenção de “Protágoras
  • 165e-168d: Retratação de Sócrates - “defesa de Protágoras
  • 168d-170a: Interlúdio
  • 170a sqq: Doxa (opinião)
    • 170c-171a: Opinião verdadeira e falsa - intersubjetividade
    • 171a-c: Auto-refutação de Protágoras
    • 171d-e: Valores
    • 172a-d: Estado, leis
    • 172d-177c: A filosofia e os tribunais - Retórica e filosofia (digressão)
    • 177c-d: Regresso à opinião e aos valores
    • 177e-178b: Leis, valores
    • 178b-179b: O critério - exemplos - a previsão
    • 179c-d: Síntese
  • 179e-181b: Exame da tradição - Heraclito, Homero, Parmênides, Melisso - movimento e repouso
  • 181b-184b: Consequências da tese fluxista - Parmênides
  • 184c-186e: Refutação da resposta
    • 184c-185b: Os sentidos e a importância da percepção
    • 185c-e: Os “comuns” (koina - gêneros supremos)
    • 185e-186b: A alma - os valores
    • 186b-186d: Percepção e reflexão
    • 186d: “O saber não está nas sensações, mas na reflexão sobre elas”
    • 186d-e: Ser e verdade - a percepção não é saber
  • 187a: Transição

Segunda resposta (187b-201c): "O saber é opinião verdadeira"

  • 187a: O saber é… “aquilo em que a alma em si e por si se ocupa das coisas que são”
  • 187b: Se o saber é opinião verdadeira, como explicar a opinião falsa?
  • 188a-191a: É impossível aceitar a possibilidade da opinião falsa, se:
    • 188a-c: Ou sabemos ou não sabemos
    • 188d-189b: Opinar falsamente é opinar o que não é - infalibilidade da sensação
    • 189b-191a: Alodoxia (opinião “de outra coisa”)
      • 189e-190a: O que é pensar e opinar
      • 190b-c: Quem “apreende com a alma” coisas distintas não pode confundi-las
    • 191a-b: É possível opinar que coisas que não se sabem são coisas que se sabem
  • 191c-196c: Símile do bloco de cera
    • 191c-e: O bloco explica a persistência das percepções na memória e nos pensamentos
    • 191e-192c: Repetição da impossibilidade de confundir duas coisas que se sabem ou não sabem, incluindo a percepção
    • 192c-195b: Possibilidade de confusão, sempre que a percepção está envolvida
    • 195c-e: Não, quando a percepção não intervém (exemplo: números 11 e 12)
    • 195e-196c: É impossível errar na soma de 5+7
    • 196c-d: É preciso mostrar que a opinião falsa é diferente da confusão do pensamento com a percepção
    • 196d-e: Para isso, é preciso saber o que é saber
  • 197b-200d: Símile do aviário - distinção entre ter saber e usá-lo efetivamente
    • 197e-198a: A falsa opinião resulta de não usar o saber adequado (exemplo da ave)
    • 198a-e: Exemplo da possibilidade do erro em aritmética
    • 199a-c: Assim se explicaria a opinião falsa como erro entre dois saberes que se têm, mas se usam mal
    • 199d-e: Esta possibilidade é excluída, se o saber não puder servir de razão para não saber
    • 199e: Possibilidade da existência de “não-saberes” no aviário
    • 200a-c: Eliminação do aviário pelo regresso à aporia anterior (188a-c)
  • 200c-d: Regresso à pergunta sobre o saber
  • 200e: A opinião verdadeira é saber? (O caso do júri)
  • 200e-201c: A opinião verdadeira não é saber - só a testemunha visual pode saber

Terceira resposta (201d-210): "A opinião verdadeira com ''logos'' é saber"

  • 201e-206b: O “sonho”
    • 201e-202b: Os “elementos” são incognoscíveis e apenas nomeáveis
    • 202b: Os “compostos” podem ser conhecidos (entrelaçamento dos nomes)
    • 202b-c: A alma encontra-se na verdade com opinião verdadeira sem explicação (logos)
  • 202b-206b: Análise da relação entre elementos e compostos (letras e sílabas)
    • 204b-205e: Discussão sobre o todo (holon) e as partes (panta)
      • 204b-c: Diferença entre “todas as coisas” e “o todo”
      • 204c-205a: O todo e as partes - unidade e multiplicidade
      • 205a-b: A sílaba não é as letras, mas contém-nas
      • 205c: A sílaba como forma sem partes
      • 205d-e: Consequências: se a sílaba é uma forma sem partes, elementos e compostos são igualmente incognoscíveis
    • 205e-206b: A experiência da aprendizagem da leitura e da música mostra o contrário
    • 206b: Conclusão: a teoria do “sonho” está errada
  • 206c-210a: O que é o logos?
    • 206d: “Fazer manifesto o pensamento de alguém por meio da voz, com verbos e nomes”
    • 206d-e: Essa definição equivale o saber à opinião verdadeira
    • 207a-208b: Logos como descrição dos elementos (exemplo do carro e do nome)
      • 207d: Participação das partes em diversos todos
      • 208a-b: Escrever as partes não é suficiente para saber
    • 208c: Logos como capacidade de fornecer o signo (sêmeion) pelo qual algo difere de todos
    • 209a-d: Captar a diferença não pode ser acrescentado à opinião verdadeira, pois ela já a pressupõe
    • 209d-210a: “Conhecer” a diferença seria “conhecer” a coisa
  • 210a-b: Conclusão: é manifestamente impossível definir saber
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