Vida de Pitágoras
Introdução de MIGUEL PERIAGO LORENTE, “VIDA DE PITÁGORAS ARGONÁUTICAS ÓRFICAS HIMNOS ÓRFICOS”
Existem três biografias que chegaram até nós sobre Pitágoras de Samos: a de Diogênio Laércio (que abre o livro VIII de suas Vidas dos filósofos mais ilustres), a de Porfírio e a de Jamélio. Nenhuma delas é resultado da elaboração própria do autor, no sentido moderno, tal como o entendemos atualmente, nem de uma investigação séria e meticulosa ou de uma análise detalhada de fontes e dados. São, na verdade, uma compilação e uma mistura de fragmentos ou passagens retirados de tal ou tal autor, com evidentes distorções, por vezes, na sequência da narrativa ou cortes na sequência esperada.
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A Vida de Pitágoras, de Porfírio, fazia parte do primeiro dos quatro livros que constituíam uma espécie de História da filosofia, e pode ser considerada uma elaboração baseada em passagens de diversos autores, nem sempre bem reunidas. Esta seria a lista dos autores em que se baseia: Neantes, Apolônio de Tiana, Duris de Sainos, Lico, Eudoxo, Dionisófano, Dicearco, Antônio Diogenes, Aristoxeno e Nicômaco de Gerasa. Mas não há consenso quanto à atribuição da proveniência dos 61 parágrafos da obra.
