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TP2-1 Unidade, Verdade e Bondade
- Caracterização da tríade suprema como fundamento único e indivisível de toda a realidade existente, situando-se ontologicamente para além da natureza angélica e configurando-se como unidade absolutamente simples, verdade perene e bondade soberana, três hipóstases que, em sua essência mais profunda, constituem uma só e mesma realidade inefável.
- Identificação da unidade absoluta com a simplicidade radical, princípio pelo qual se depreende que a pureza e a veracidade de cada ente emanam desta simplificação originária, estabelecendo que a verdade de todas as coisas consiste na preservação de sua unidade simples, enquanto a bondade se manifesta quando o ser permanece unido a si mesmo e ao seu princípio gerador.
- Refutação dialética da existência de qualquer princípio que possa ser postulado como superior à unidade, sob o argumento de que tal suposição submeteria a unidade a uma causa externa, tornando-a participante e composta, o que anularia sua natureza absoluta ao transformá-la em uma multiplicidade dependente de uma potência superior.
- Demonstração da vacuidade ontológica de um suposto princípio supra-unitário, visto que tal entidade, ao não participar da unidade, converter-se-ia em uma multiplicidade absoluta desprovida de qualquer coesão interna, resultando em um estado de inexistência factual pela ausência total de união entre suas partes e com seu próprio centro ordenador.
- Defesa da soberania da verdade como limite intransponível do ser e do intelecto, sustentando que qualquer realidade hipoteticamente posicionada acima da verdade seria necessariamente falsa e desprovida de realidade, uma vez que a própria noção de superioridade ou de excelência só pode ser validada e sustentada pela potência intrínseca da verdade.
- Argumentação acerca da supremacia da bondade fundamentada na apetecibilidade universal de todos os seres, estabelecendo que nada pode exceder o bem, dado que qualquer critério de superioridade ou suprassunção é, por definição, um atributo desejável e, portanto, intrinsecamente pertencente ao domínio do bom.
- Análise da contradição lógica envolvida na postulação de uma causa primeira que não fosse o próprio bem, o que levaria ao absurdo metafísico de os efeitos não desejarem sua causa conservadora, ou de a própria bondade ser compelida a buscar um princípio que lhe seria estranho, ignorando que toda a razão de desejar e amar está contida na natureza do bem.
- Síntese conclusiva sobre a natureza de Deus como o princípio uno, verdadeiro e bom, em conformidade com a tradição platônica, afirmando que esta tríade não apenas governa a ordem das coisas, mas constitui o ponto de convergência de todos os apetites e a fonte de toda a perfeição e potência do universo.
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