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-===== TEURGIA ===== +===== Teurgia ===== 
-*Porfírio, De Regressu Animae, com comentários de Agostinho, Cidade de Deus 10.9, tr. Gillian Clark*+ 
 +//Porfírio, De Regressu Animae, com comentários de Agostinho, Cidade de Deus 10.9, tr. Gillian Clark//
  
 Porfírio também, embora hesitante e com uma discussão quase envergonhada, promete uma certa quase purificação da alma pela teurgia, mas nega que essa arte possa oferecer a alguém o retorno a Deus. Assim, se pode ver que ele oscila, com opiniões alternadas, entre o vício da curiosidade sacrílega (curiositas) e a profissão da filosofia. Em um momento, ele adverte que essa arte deve ser evitada por ser enganosa, perigosa no uso e proibida pelas leis; em outro, como se cedendo aos seus defensores, ele diz que ela é útil para purificar parte da alma, não a parte intelectual que compreende a verdade dos inteligíveis que não têm semelhança com os corpos, mas a parte pneumática (spiritalis), que recebe as imagens (imagines = grego phantasiai) das coisas corpóreas. Para esta parte, diz ele, por certas consagrações teúrgicas que eles chamam de teletai (ritos), ela é tornada adequada e apta para receber espíritos e anjos e para ver deuses. Mas ele reconhece que desses ritos teúrgicos nenhuma purificação alcança a alma intelectual para torná-la apta a ver seu Deus e a perceber o que realmente existe. A partir disso, pode-se entender que visão dos deuses ele diz que é alcançada pela consagração teúrgica (theurgicus), uma visão na qual não se vê o que realmente existe. Finalmente, ele diz que a alma racional ou, como ele prefere chamá-la, a alma intelectual pode escapar para si mesma, mesmo que sua parte pneumática não tenha sido purificada por nenhuma arte teúrgica. Porfírio também, embora hesitante e com uma discussão quase envergonhada, promete uma certa quase purificação da alma pela teurgia, mas nega que essa arte possa oferecer a alguém o retorno a Deus. Assim, se pode ver que ele oscila, com opiniões alternadas, entre o vício da curiosidade sacrílega (curiositas) e a profissão da filosofia. Em um momento, ele adverte que essa arte deve ser evitada por ser enganosa, perigosa no uso e proibida pelas leis; em outro, como se cedendo aos seus defensores, ele diz que ela é útil para purificar parte da alma, não a parte intelectual que compreende a verdade dos inteligíveis que não têm semelhança com os corpos, mas a parte pneumática (spiritalis), que recebe as imagens (imagines = grego phantasiai) das coisas corpóreas. Para esta parte, diz ele, por certas consagrações teúrgicas que eles chamam de teletai (ritos), ela é tornada adequada e apta para receber espíritos e anjos e para ver deuses. Mas ele reconhece que desses ritos teúrgicos nenhuma purificação alcança a alma intelectual para torná-la apta a ver seu Deus e a perceber o que realmente existe. A partir disso, pode-se entender que visão dos deuses ele diz que é alcançada pela consagração teúrgica (theurgicus), uma visão na qual não se vê o que realmente existe. Finalmente, ele diz que a alma racional ou, como ele prefere chamá-la, a alma intelectual pode escapar para si mesma, mesmo que sua parte pneumática não tenha sido purificada por nenhuma arte teúrgica.
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