Ruptura com a exegese materialista e alegórica dos estoicos, oferecendo uma interpretação espiritualista mais adequada às demandas religiosas da época.
Contribuição decisiva para a elaboração da teologia cristã, especialmente através de conceitos como a presença divina imanente e a via negativa.
Dissociação entre neoplatonismo e religião helênica: o sistema plotiniano como doutrina filosófica autônoma, que utiliza os Mistérios como veículo, mas transcende seu contexto religioso específico.
Transmissão do neoplatonismo para o mundo cristão, independentemente do declínio e desaparecimento dos próprios Mistérios.
Influência em figuras como Orígenes, Santo Agostinho, Pseudo-Dionísio Areopagita e Boécio.
Permanência da estrutura conceitual plotiniana na teologia e mística medievais, tanto ortodoxas quanto heterodoxas.
Reconhecimento de que a queda do paganismo foi resultado de fatores políticos e sociais complexos, não de uma derrota doutrinária frente ao cristianismo.
Legado duradouro: o neoplatonismo plotiniano como síntese metafísica fundamental que alimentou a especulação teológico-filosófica desde a antiguidade tardia até o início da modernidade.