O primeiro sentido era o da razão possuída (kath'hexin), como nas crianças, que possuíam os logos das coisas, e a alma que possuía essa razão sabia tudo.
O segundo sentido era o da razão simultaneamente em posse e em ato (kath'hexin hama kai energeian), como no homem feito.
O terceiro sentido era o da razão puramente em ato (kat'energeian monon nous), sendo a razão que vem de fora, a razão perfeita, a razão divina.
Plutarco não acreditava numa dualidade da razão em nós, considerando-a una e simples, pensando ora sim, ora não, sendo essa a razão humana no sentido aristotélico.
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“Plutarco, cuja opinião compartilhamos, não crê que haja em nós uma razão dupla, mas uma simples; e esta simples, ele não diz que pensa sempre, mas que pensa às vezes.”
A razão, para se colocar em ato, precisava da imaginação; destruída a imaginação, a razão não pensava mais, pois não podia pensar por si mesma.
Por uma parte de si mesma ligada à imaginação e ao corpo, a alma conhecia as coisas unidas à matéria; pela parte livre, conhecia as coisas imateriais.
Sob seus dois modos de atividade, a alma, pensante e não pensante, escapava da morte e era imortal.
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“Alguns, como Xenócrates e Espeusipo entre os antigos, e
Jâmblico e Plutarco entre os modernos, imortalizam até a parte irracional.”