Hermenêutica da Leitura e a Dialética da Interpretação Filosófica
Fenomenologia da interpretação como ato de criação e superação da recepção histórica
Distinção entre mera compilação bibliográfica e interpretação filosófica entendida como apropriação vital de um pensamento por outro.
Analogia entre a interpretação filosófica e a cópia artística, onde a compreensão pressupõe o gênio próprio do intérprete na recriação da obra original.
Crítica à historiografia positivista que reduz o pensamento a um inventário de opiniões em vez de reconhecer o movimento interno da ideia.
Desafio da distância linguística e temporal frente à pretensão de contemporaneidade filosófica na leitura hegeliana de Platão.
Condicionalidade da leitura explicita e limites da influência implícita no idealismo
Rejeição da busca por platonismos vagos em autores como Fichte, cuja ausência de leitura direta interdita a afirmação de uma linhagem platônica.
Importância da leitura material e das edições utilizadas como base para o desenvolvimento do sistema hegeliano e schellinguiano.
Reconhecimento da individualidade de Platão, Plotino e Proclo na perspectiva hegeliana, superando o sincretismo histórico comum.
Limitação da consciência histórica de Hegel quanto ao desenvolvimento cronológico dos diálogos em favor de uma sucessão lógica e intuitiva.
Problema da fidelidade interpretativa e o espírito filosófico da tradução
Impossibilidade da fidelidade absoluta entendida como repetição, defendendo a cópia produtiva que revela a potência do pensamento intérprete.
Inexistência de distância ontológica para Hegel entre o intérprete e o texto, compreendendo a leitura como integração ao Saber Absoluto.
Convergência inconsciente com a hermenêutica de Schleiermacher através da tensão entre análise gramatical e certeza divinatória.
Definição do espírito filosófico como capacidade de reconstruir a necessidade interna do texto para além da mera erudição filológica.
Círculo hermenêutico e conaturalidade no horizonte do idealismo metafísico
Identificação do diálogo entre Platão e Hegel como uma ação recíproca fundamentada em uma congenialidade conceitual prévia.
Função dos contrapontos e contrassensos como motores da vitalidade da tradição platônica no interior do sistema hegeliano.
Crítica à submissão da compreensão filosófica ao rigor científico da filologia, que oculta pressupostos positivistas e cientificistas.
Afirmação do idealismo como terreno comum que permite a mútua constituição entre o filósofo moderno e a fonte clássica.