Investigação sistemática da recepção fragmentária de
Platão anterior ao esforço tradutológico de
Schleiermacher evidenciando onipresença do divino nos diálogos e dificuldade histórica em determinar natureza exata da divindade platônica fora dos esquemas neoplatônicos.
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Persistência da tradição do platonismo cristão fundamentada em teofanias e angelologia derivadas do
Timeu onde transcendência absoluta do Um exige mediação de inteligências intermediárias conforme sistematizado pela teologia negativa e comentários de
Proclo.
Contribuição de Jean-Laurent Mosheim para história da espiritualidade mediante tradução do
Sistema Intelectual do Universo de Cudworth estabelecendo tensão entre reconhecimento da ideia superior de Deus em
Platão e crítica à sua fundamentação metafísica pagã.
Problematização da doutrina trinitária como possível corrupção da pureza evangélica por elementos neoplatônicos conforme tese de Matthieu Souverain sobre hibridização do cristianismo original e desmascaramento do
Verbo platônico.
Defesa do monoteísmo universal na obra de Ralph Cudworth postulando que sábios da antiguidade confessavam divindade única e suprema sob véu de politeísmo popular destinado meramente às necessidades do culto e da imaginação das massas.
Concordância necessária entre razão natural e conteúdo da revelação operada pelo platonismo enquanto sistema intelectual puro capaz de prefigurar mistérios dogmáticos antes da manifestação histórica do cristianismo.
Transição para crítica de Hamann contra visões monolíticas do paganismo sugerindo influência recíproca entre culturas e desmoronamento de separações rígidas entre racionalismo espiritualista e fé viva através da unidade indissolúvel do homem.
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Reivindicação do paganismo sensível por
Goethe e Schlegel como reação ao idealismo desincorporado da
Aufklärung buscando libertação da sensualidade através do retorno aos deuses antigos e figuras míticas em oposição ao ascetismo racionalista.
Configuração do paganismo moderno em
Fichte caracterizado pelo repouso no mundo sensível sem consciência do suprasensível resultando em ética de resignação ao destino e confiança heroica na autonomia absoluta do sujeito.