Arete – Excelência

OLYMPIODORUS; GRIFFIN, Michael J. Olympiodorus: Life of Plato: and, On Plato First Alcibiades 1-9. London: Bloomsbury Publishing, 2015.

Olimpiodoro refere-se a si mesmo como filósofo (philosophos) e ocasionalmente como intérprete ou comentarista (exegetes), abrindo suas conferências com elogios ao poder da filosofia de aperfeiçoar a vida dos alunos.

Olimpiodoro concebia-se como operando num ambiente composto de dois grupos amplos — a maioria comum (hoi polloi) e a classe educada (pepaideumenoi), que inclui gramáticos, retores, médicos e poetas — reservando à filosofia o posto de arte-mestra (tekhne tekhnon) entre todas (in Alc. 87,10 e 65,8).

Os sete graus de excelência

Olimpiodoro desenvolve uma escada de “graus” filosóficos de excelência humana (arete) que o estudante pode ascender, coincidindo com o currículo de leituras na filosofia platônica.

Além da filosofia, situa-se a esfera da prática teúrgica, na qual o praticante torna-se autenticamente semelhante a Deus (Olymp. in Phaed. 8.2,1–20) mediante a “prática divina” (theourgia).

Excelência filosófica

Ao abordar o currículo platônico, Olimpiodoro concentrava-se nos graus racionais ou “filosóficos” de excelência humana — (3) cívica, (4) purificatória e (5) contemplativa —, cada um fomentado pelo estudo aprofundado, com um professor, de um ou mais diálogos do currículo platônico estabelecido por Jâmblico (cf. Westerink 1962, XXXIX–XL).

O que a filosofia realiza?

Para Olimpiodoro, a filosofia se distingue das demais práticas por seu foco exclusivo na alma (psukhê), onde reside nosso ser verdadeiro (in Gorg. 1.1–2, 38.1).