Ética

Chaignet

Olimpiodoro refuta a tese de que todos os prazeres são verdadeiros, afirmando que o prazer é falso quando recai sobre o que não é realmente agradável, como nos prazeres dos sonhos, do delírio e das falsas opiniões.

O verdadeiro prazer não consiste na satisfação de todas as paixões, mas sim no prazer da razão, que é isento de obstáculos em sua atividade e capaz de gozar um prazer sem mistura.

O maior bem do homem está na virtude, que se basta a si mesma, ou seja, no conhecimento e na prática do bem, sendo o mal involuntário.

A virtude não é uma troca entre as paixões, mas uma supressão completa das paixões, ou, se é uma troca, é uma troca da sabedoria com todas as paixões, a fim de adquirir, em lugar das paixões, a sabedoria.

Os graus da virtude

Há vários graus ou espécies de virtude: as virtudes da natureza, comuns aos homens e aos animais, que vêm do temperamento.

É pela preeminência dada aos sentimentos religiosos que Olimpiodoro caracteriza as doutrinas de Jâmblico, Siriano e Proclo, que ele chama de “os religiosos”, em oposição ao caráter científico da filosofia de Porfírio e Plotino.