A alma obedecia, em todo seu desenvolvimento, à lei universal que regia os desenvolvimentos de todas as séries dos seres: toda ordem produzia primeiro o termo mais semelhante a si mesma e, por último, o mais dissemelhante.
Todas as processões eram ligadas umas às outras e todas remetiam à causa primeira, o uno.
Cada ser particular aspirava à mesma fin e, remontando de graus em graus, refazia em sentido contrário o caminho que percorrera para descer.
Todo ordem inferior participava de todas as ordens superiores, cada qual na medida de sua capacidade própria, através de todos os intermediários, sob a condição de que o mais alto não era dividido pelo fato de o inferior participar dele.
Além do corpo terrestre e visível, Síriano admitia um outro corpo invisível, etéreo, que a alma revestia primeiramente ao deixar o estado absolutamente incorpóreo.
Síriano sustentava a liberdade da vontade, sem a qual a filosofia seria um gasto de esforços absolutamente inútil.
A mutabilidade era parte inseparável da natureza da alma, e a alma mais pura, mesmo a que a filosofia mais completamente purificara, devia retomar uma vida terrestre, pelo menos uma vez a cada novo período do mundo.
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“Nosso mestre transmitia que a toda alma particular é fixada uma descida determinada, não simplesmente, mas em cada período do divino gerado; pois não é verossímil que nenhuma alma, nem mesmo as chamadas imaculadas, nem as que podem corromper-se e errar, permaneça sempre no alto durante todo o período.”