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Crítica da Comparação Externa e Ontologia do Platonismo Genuíno

  • Redução semântica do conceito de platonismo na modernidade e resgate de constantes fundamentais
    • Insuficiência das atribuições vagas de platonismo a pensadores como Descartes ou Bergson baseadas em dualismos substanciais superficiais.
    • Definição de platonizar como adoção da dialética ascendente e reconhecimento do vínculo indissociável entre investigação intelectual e iniciação espiritual.
    • Estrutura da soteriologia platônica como orientação filosófica que exige a superação do sensível em direção à hierarquia do inteligível.
    • Centralidade da dialética do Um e do Múltiplo e do Mesmo e do Outro como matriz ontológica para salvar os fenômenos.
  • Limitações metodológicas da comparação positivista entre sistemas antigos e modernos
    • Crítica às justaposições externas de Hegel com Aristóteles ou Proclus que negligenciam a unidade interna do desenvolvimento do espírito.
    • Caráter redutor das etiquetas filosóficas que transformam pensamentos vivos em combinações racionais estáticas e heterogêneas.
    • Vulnerabilidade da obra platônica a aproximações assistemáticas e casuísticas devido à sua natureza dialógica e dispersa.
    • Rejeição do modelo de interpretação que se limita a manifestar o estado de espírito do comparador em vez da verdade da coisa mesma.
  • Distinção entre platonismo nominal e influência estrutural no idealismo alemão
    • Questionamento da relevância de platonistas declarados como Ficino ou Cudworth frente à envergadura filosófica de sistemas como os de Kant ou Hegel.
    • Paradoxo da recepção de Schleiermacher: a devoção ao mestre grego coexistindo com a ausência de influência platônica real em sua dialética e hermenêutica.
    • Presença profunda de esquemas platônicos em obras de Schelling que não se vinculam explicitamente à tradição acadêmica ou escolar do platonismo.
    • Superação das etiquetas históricas em favor da análise da assimilação de materiais platônicos para a edificação de sistemas modernos originais.
  • Interpretação hegeliana como encontro espiritual e superação da historiografia tradicional
    • Afirmação da leitura atenta e direta dos diálogos por Hegel como condição para a vigência do sistema.
    • Oposição entre o exame puramente histórico de fontes e a apropriação metafísica de temas platônicos como materiais de construção sistemática.
    • Manifestação da vigorosa originalidade hegeliana a partir da síntese entre a tradição clássica e a necessidade da consciência moderna.
    • Identificação de uma analogia estrutural visível entre o platonismo autêntico e a maturidade do idealismo pós-kantiano.
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