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Arquitetura da Divindade e Dialética entre Platonismo e Dogmática Cristã no Pensamento Moderno
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Investigação sistemática da recepção fragmentária de Platão anterior ao esforço tradutológico de Schleiermacher evidenciando onipresença do divino nos diálogos e dificuldade histórica em determinar natureza exata da divindade platônica fora dos esquemas neoplatônicos.Contribuição de Jean-Laurent Mosheim para história da espiritualidade mediante tradução do Sistema Intelectual do Universo de Cudworth estabelecendo tensão entre reconhecimento da ideia superior de Deus em Platão e crítica à sua fundamentação metafísica pagã.
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Limitação da exegese teológica setecentista ao julgamento da história a partir de autoridades dogmáticas absolutas tratando platonismo como amálgama de intuições transcendentes e sobrevivências de superstições demonológicas que o tornam filosoficamente insuficiente.
Problematização da doutrina trinitária como possível corrupção da pureza evangélica por elementos neoplatônicos conforme tese de Matthieu Souverain sobre hibridização do cristianismo original e desmascaramento do Verbo platônico.-
Distinção entre economia interna do Espírito e economia externa do Verbo contrapondo-se à hipostatização plotiniana do Bem, da Razão e da Alma como gênese estrutural da trindade professada pelas instituições eclesiásticas.
Defesa do monoteísmo universal na obra de Ralph Cudworth postulando que sábios da antiguidade confessavam divindade única e suprema sob véu de politeísmo popular destinado meramente às necessidades do culto e da imaginação das massas.-
Demonstração da identidade entre Deus e o Bem em si refutando dualismos de almas antagônicas ou panteísmos que aboliriam distinção essencial entre Criador e criatura ao divinizar pequenos demiurgos e o cosmos.
Concordância necessária entre razão natural e conteúdo da revelação operada pelo platonismo enquanto sistema intelectual puro capaz de prefigurar mistérios dogmáticos antes da manifestação histórica do cristianismo.-
Função da filosofia platônica como antídoto contra perversões heréticas da razão ao fornecer vocabulário metafísico apropriado para descrição da natureza divina e do Logos mediador entre absoluto e humanidade.
Transição para crítica de Hamann contra visões monolíticas do paganismo sugerindo influência recíproca entre culturas e desmoronamento de separações rígidas entre racionalismo espiritualista e fé viva através da unidade indissolúvel do homem.-
Reivindicação do paganismo sensível por Goethe e Schlegel como reação ao idealismo desincorporado da Aufklärung buscando libertação da sensualidade através do retorno aos deuses antigos e figuras míticas em oposição ao ascetismo racionalista.
Configuração do paganismo moderno em Fichte caracterizado pelo repouso no mundo sensível sem consciência do suprasensível resultando em ética de resignação ao destino e confiança heroica na autonomia absoluta do sujeito.-
Evolução do mito de Prometeu de símbolo da revolta criadora à representação da consciência cristã em Herder culminando na síntese de Schiller entre resignação antiga e abandono espiritual a Deus como etapa necessária da história do espírito.
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