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neoplatonismo:jamblico:vida-pitagoras:2

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IAMBLICHUS. Life of Pythagoras. Thomas Taylor. Rochester: Inner Traditions International, Limited, 1986.

  • Relato sobre Ancêus de Samos, figura de origem divina (filho de Júpiter) destacada por sabedoria e renome, que liderou a colonização da ilha de Melamphyllos (posteriormente Samos) seguindo ordem do oráculo pítico.
    • A fundação da colônia foi comprovada pela transferência de cultos, sacrifícios e pela preservação de laços familiares entre os colonos.
    • Mnesarco e Pítia, pais de Pitágoras, reivindicavam descendência dessa linhagem nobre, justificando a origem ilustre do filósofo.
  • Narrativa sobre o nascimento divino ou extraordinário de Pitágoras, firmada por um oráculo proferido em Delfos a seu pai, Mnesarco.
    • O oráculo predisse, sem consulta prévia, que a esposa (ainda não aparentemente grávida) geraria um filho de beleza e sabedoria incomparáveis, de grande benefício para a humanidade.
    • Em resposta, Mnesarco renomeou sua esposa de Partênis para Pítia, em homenagem ao oráculo, e nomeou o filho recém-nascido Pitágoras, indicando que a criança fora predita pelo Apolo Pítico.
    • Rejeição explícita de versões mitológicas que alegavam paternidade direta de Apolo, em favor da interpretação de que a alma de Pitágoras provinha da esfera do deus, seja como seu acompanhante ou de modo associado.
  • Educação e formação precoce de Pitágoras, voltada para o cultivo máximo de suas capacidades intelectuais e espirituais.
    • Após retorno lucrativo da Síria, Mnesarco construiu um templo a Apolo Pítico e dedicou-se a instruir o filho com os melhores mestres, incluindo Creófilo, Ferécides da Síria e outros especialistas em assuntos sagrados.
    • Pitágoras destacou-se desde a juventude por beleza, moderação, aspecto venerável e discurso persuasivo, atraindo admiração e gerando a crença popular de que era filho de um deus.
    • Seu comportamento era marcado por serenidade imperturbável, isenção de paixões e vida virtuosa, sendo tratado como um “daemon benéfico” em Samos.
  • Consolidação da fama de Pitágoras e seu encontro com os sábios jônicos, que reconheceram seus dotes excepcionais.
    • Sua reputação alcançou figuras como Tales de Mileto e Bias de Priene, que o reverenciavam como alguém inspirado divinamente.
    • Aos dezoito anos, prevendo obstáculos sob a tirania de Polícrates, partiu secretamente para estudar com Ferécides, Anaximandro e, principalmente, com Tales.
    • Tales, impressionado com suas qualidades superiores, admitiu-o em sua intimidade, compartilhou seus conhecimentos e o aconselhou a viajar ao Egito para aprofundar-se com os sacerdotes de Mênfis e Dióspolis.
    • Tales reconheceu que sua própria sabedoria derivava desses sacerdotes, mas que Pitágoras possuía predisposições naturais e capacidades muito superiores, profetizando que ele se tornaria o mais sábio e divino dos homens se prosseguisse nesse caminho.
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