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Plotino

  • Fonte Biográfica e Bibliográfica: O Testemunho de Porfírio
    • Sobre a Vida de Plotino e a Ordem de seus Tratados como fonte principal, redigida cerca de trinta anos após a morte do mestre.
    • Duplo objetivo da obra de Porfírio:
      • Edificar público sobre vida, gênio e bondade de Plotino.
      • Introduzir à obra e ao ensino de Plotino.
    • Parte biográfica como elogio do modo de vida filosófico praticado por Plotino.
    • Parte bibliográfica como explicação da edição póstuma dos tratados por Porfírio.
    • Necessidade das explicações devido ao fato de Plotino não ter editado, reunido ou redigido os tratados na forma dada por seu editor.
  • Origens e Formação Filosófica de Plotino
    • Data provável de nascimento: 205 d.C., baseada apenas no testemunho do médico Eustochius.
    • Origem geográfica: provavelmente de Lycopolis (Assiout), no Alto Egito.
    • Observação sobre sua identidade: nome latino e cultura essencialmente grega, não egípcia.
    • Origens familiares desconhecidas, mas evidentemente abastadas e cultas, permitindo educação completa.
    • Busca por um mestre em Alexandria aos vinte e sete anos (232 d.C.).
    • Encontro com Amônio Sacas e período de dez anos como seu discípulo (232–243 d.C.).
    • Informações escassas sobre Amônio Sacas e o estatuto das escolas filosóficas em Alexandria.
    • Caracterização de Amônio como platônico, provavelmente influenciado por Numênio, que recusava a escrita, cultivando silêncio e segredo de práticas neopitagóricas.
    • Voto de silêncio de Plotino e dois condiscípulos (Érennius e Orígenes) sobre o ensino de Amônio.
  • Expedição Oriental e Estabelecimento em Roma
    • Partida de Alexandria em 243 para seguir a corte do imperador Gordiano III em campanha contra os Persas.
    • Motivação declarada por Porfírio: experimentar a filosofia persa e indiana.
    • Plotino, então com trinta e oito anos, não como combatente, mas acompanhando a corte (possivelmente em Antioquia).
    • Morte de Gordiano em 244 e fuga precipitada de Plotino para Roma, onde se estabelece de forma quase definitiva.
    • Abertura de uma escola em Roma, provavelmente em 246.
    • Período de dez anos de ensino regular sem publicação escrita (até 253).
  • Início da Redação e Características da Produção Literária
    • Início da redação dos tratados no primeiro ano do reinado de Galiano (253 d.C.), aos quarenta e nove anos.
    • Produção de quase metade de sua obra nos nove anos seguintes.
    • Testemunho de Porfírio sobre sua chegada a Roma em 263: Plotino já havia escrito vinte e um tratados.
    • Lista desses primeiros vinte e um tratados fornecida por Porfírio, com indicação de sua posição nas seis Eneadas (grupos temáticos de nove) de sua edição.
  • Período de Porfírio em Roma e Aceleração da Escrita
    • Chegada de Porfírio a Roma em 263, vindo provavelmente de Atenas, onde estudara com Longino.
    • Período de cinco anos como discípulo (263–268), durante os quais Plotino escreve vinte e quatro tratados (nº 22 a 45).
    • Afirmação de Porfírio de ter influenciado o mestre a articular suas doutrinas de forma mais extensa e precisa.
    • Alegação de que os melhores tratados foram escritos nesse período de convivência.
    • Evidência da circulação e discussão dos escritos de Plotino em meios eruditos fora da escola.
    • Exemplos: polêmica com Longino (que publica Contra Plotino em 265) e acusações de plágio de Numênio por gente vinda da Grécia.
  • Últimos Anos, Doença e Morte
    • Assassinato do imperador Galiano em 268, sucedido por Cláudio II, com repercussões na escola de Plotino (perda da proteção da imperatriz Salonina).
    • Partida de Amélio, outro discípulo próximo, para Apameia (Síria) em 269.
    • Retirada de Plotino, gravemente doente, para a Campânia no mesmo ano.
    • Redação dos nove últimos tratados (46 a 54) em 269–270, enviados a Porfírio.
    • Relato da morte em 270, transmitido por Eustochius:
      • Últimas palavras a Eustochius: Era a ti que eu esperava.
      • Declaração de esforço para fazer subir o divino que está em nós para o divino que está no Todo.
      • Simbolismo da serpente que passa sob a cama e some na parede no momento de seu último suspiro.
      • Idade ao morrer: sessenta e seis anos, no segundo ano do reinado de Cláudio II.
      • Presença apenas de Eustochius; Porfírio em Lilybaeum, Amélio em Apameia, Castrício em Roma.

[PLOTIN; PORPHYRE. Traités 1-6. Brisson & Pradeau (org.). Paris: Flammarion, 2002.]

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