TRATADO 54 (I, 7) - DO PRIMEIRO BEM E DOS OUTROS BENS
Brisson & Pradeau
BP
Capítulo 1: Como se possui o Bem?
Cap. 1, 1-5. O bem de cada coisa é sua atividade perfeita.
Cap. 1, 5-7. O bem de uma coisa e o Bem absoluto.
Cap. 1, 7-13. As duas maneiras de possuir o Bem (assimilar-se a ele ou exercer sua atividade em direção a ele).
Cap. 1, 13-fim. O Bem é aquilo para o qual se exercem todas as atividades e aquilo a que todas as coisas estão suspensas; ele está além de todas elas.
Capítulo 2: Toda coisa possui o Bem.
Cap. 2, 1-6. Tudo o que existe participa do Bem e do inteligível, como uma imagem.
Cap. 2, 6-fim. Por meio do Intelecto, o que vive pode assimilar-se ao Bem.
Capítulo 3: A vida é um bem graças à virtude e ao favor da separação do corpo.
Igal
BCG57
I. PRINCÍPIOS GERAIS (1, 1-7).
1. O bem de cada ser é a sua atividade natural específica; e, se for composto de vários elementos, é a atividade do melhor elemento (1, 1-4).
3. A alma, quando perfeita, concentra sua atividade no Bem absoluto (1, 4-7).
II. O BEM PRIMÁRIO (1, 7-28).
1. Ele está além da Inteligência (1, 7-20): (a) como princípio imóvel de toda atividade, é o Bem por si só (1, 7-19); (b) estando além da Essência, estará também além da Inteligência (1, 19-20).
3. Está além de todos os seres (1, 20-28): como objeto do desejo de todos os seres, todos dependem dele, suspensos nele como o círculo está suspenso no centro ou como a luz está suspensa no sol.
III. OS OUTROS BENS (cap. 2).
1. Todas as coisas participam do Bem em graus diversos e por títulos diversos: as inanimadas, pela alma; esta, pela Inteligência; e todas, por um mínimo de unidade, ser e forma (2, 1-6).
3. A Alma intelectiva participa por intermédio da Inteligência; esta, sem intermediários; os seres vivos, pela vida; os inteligentes, pela sua inteligência, e os vivos e inteligentes, por ambas as coisas (2, 6-11).
IV. AVALIAÇÃO DA VIDA E DA MORTE (cap. 3).
1. A vida do malfeitor é uma vida pela metade (3, 1-3).
2. A morte não é um mal em si mesma e, indiretamente, é um bem, pois proporciona à alma pura uma vida vigorosa e reintegrada (3, 3-14).
3. Por si só, a vida terrena é um mal; o que nela há de bom, deve-se à virtude (3, 14-22).
Armstrong
APE
Se, como diz Aristóteles, o bem próprio de uma coisa é a sua plena atividade natural, então aquilo para o qual a alma dirige sua melhor atividade será o Bem Absoluto; este não possui atividade voltada para outras coisas, mas é a fonte e o fim de todas as atividades; é, num sentido mais verdadeiro do que o Motor Imóvel de Aristóteles, o objeto supremo do desejo (cap. 1). Unidade, existência, forma, vida, intelecto são, cada um em seu grau, formas de participar do Bem, e a alma se aproxima do Bem por meio de sua vida e intelecto (cap. 2). Mas se a vida, então, é um bem, a morte não é um mal? Não, pois a vida no corpo só é boa na medida em que a alma se separa do corpo por virtude, e a morte, a separação da alma e do corpo, leva a alma a uma vida melhor (cap. 3).
Lloyd
LPE
§1. A primazia do Bem e sua precedência sobre o Motor Imóvel de Aristóteles.
§2. A forma como todas as coisas participam do Bem.
§3. O problema do mal em relação à vida e à morte.
