Parmênides
Segundo Jean-Michel Charrue, o Diálogo de Platão, Parmênides, desempenha em Plotino um papel considerável. Não se poderia sublinhar sua importância. É sobre ele que Plotino e todo neoplatonismo construíram longos desenvolvimentos de sua metafísica. Que ele seja abordado por não importa que entrada nos Enéadas, vê-se quase sempre ou uma citação ou uma alusão de algumas palavras devidas ao estudo deste diálogo platônico. O primeiro entre os modernos a ter tido plenamente consciência deste fato foi E.R. Dodds.
Anteriormente, Parmênides fez alguma aproximação à doutrina ao identificar o Ser com o Princípio Intelectual, separando o Ser Real do reino dos sentidos. V Primeiros 8
O Parmênides platônico é mais exato; a distinção é feita entre o Um Primordial, uma Unidade estritamente pura, e um Um secundário, que é um Um-Muitos, e um terceiro, que é um Um-e-muitos; assim, ele também está de acordo com nossa tese dos Três Tipos. V Primeiro 8
É em virtude dessa Essência que a vida perdura, que o Princípio Intelectual perdura, que os Seres permanecem em sua eternidade; nada a altera, transforma, move; nada, de fato, existe além dela para tocá-la; tudo o que existe deve ser seu produto; nada que se oponha a ela poderia afetá-la. O próprio Ser não poderia tornar tal oposto em Ser; isso exigiria um anterior a ambos e esse anterior seria então o Ser; de modo que Parmênides estava certo quando ensinou a identidade do Ser e da Unidade. O Ser está, portanto, além do contato, não porque esteja sozinho, mas porque é Ser. Pois somente o Ser tem Ser por direito próprio. VI Sexto 18
