Conceito
SORABJI, Richard. The Philosophy of the Commentators 200-600 AD. Ithaca: Cornell University Press, 2005. v. I
PRÍSCIO DE LÍDIA (METAPHRASIS IN THEOPHRASTUM 2,26-3,9)
Mas nem isso é suficiente para a percepção sensorial. Pois a forma que foi aperfeiçoada em torno do órgão dos sentidos na realidade não é cognitiva (gnostikon), na medida em que se divide em torno dos corpos e não reverte a uma coisa indivisível. Mas há algum conceito (logos) dos objetos dos sentidos preconcebido (proeilemmenos) na alma, que vive até de si mesmo e não é apenas do composto ; portanto, é ativo indivisivelmente e existe como uma potência dos indivíduos (mas não do modo como alguma forma particular vem a ser neles), e é um conceito cognitivo (gnoristikos) dos objetos dos sentidos, subsistindo na alma, mas não está estabelecido no corpo, uma coisa de fato, mas não como as coisas individuais, mas tendo o um que compreende os muitos e o adapta a cada um deles; pois com o único conceito de branco a alma percebe (aisthanesthai) todos os brancos particulares. É necessário, portanto, que um conceito desse tipo tenha sido projetado (proballesthai) para que haja percepção; e é projetado como algo semelhante, a forma vital , sendo despertado e ajustado a essa semelhança da forma externa, e sendo ativo junto com ela; pois o que julga (krinein) é o conceito, e a síntese ligada à alma sensível, e a reunião no indivisível na hipóstase separada dos corpos. Assim, então, a alma tem a forma do objeto percebido pela projeção de seu conceito, mas não como recebendo dele alguma forma ou impressão como de um selo.
