Solução característica: Tudo que é belo é bom, mas nem tudo que é bom é belo. Primado estético não vale para a moral cristã.
Geralmente visto como aristotélico, dito ter contribuído para o domínio do aristotelismo no Oriente.
Crítica a Proclo e ideias no De Opificio Mundi mostram também conhecedor e amigo de Platão.
Prova que Proclo deturpou ideias de Platão e Aristóteles; insiste na diferença entre os dois filósofos (contrariamente a Simplício e outros neoplatônicos).
Adota e refuta teses de ambos, buscando independência: ver as coisas, não as hipóteses de Platão.
Como cientista, adota a lógica, o método, a problemática e frequentemente a física aristotélicas – eis seu aristotelismo.
Para problemas além do sensível (Deus, alma, criação), encontra mais elementos em Platão e nos neoplatônicos para expressar filosoficamente verdades reveladas.
Diz que Platão imitou Moisés, mas não o diz de Aristóteles.
Conclusão: seu aristotelismo refere-se mais à forma, ordenação do pensamento e verdades científicas, não à metafísica (como geralmente ocorre com pensadores cristãos).
Pode ser considerado, com as devidas reservas, o fundador do aristotelismo cristão.