Hino comum aos deuses
Tradução: Josep Soler
Ouçam-me, ó Deuses, vós que governam o leme Da sabedoria sagrada e que, acendendo nas Almas dos homens a chama do desejo de retorno, Atraem-nas para os Imortais, dando-lhes, Pelas indizíveis iniciações dos hinos, O poder de escapar da caverna escura E de se purificarem. Ouçam-me, poderosos libertadores! Concedam-me, pela compreensão dos livros divinos E dissipando a escuridão que me rodeia, uma luz Pura e santa para que eu possa compreender com clareza O Deus incorruptível e também o homem que eu sou. Que um Daimon perverso nunca, Assediando-me com males, me retenha, Eternamente cativo nas ondas do esquecimento, Afastando-me dos Deuses! Que nunca, uma expiação aterrorizante, Me acorrente na prisão da vida (do corpo) Caindo minha alma nas ondas geladas da geração E nas quais eu não gostaria de errar por muito tempo! Ouçam-me, ó Deuses, soberanos de sabedoria deslumbrante, Revelem àquele que se apressa no caminho ascendente Do retorno, os santos êxtases e as iniciações Que residem no coração das palavras sagradas!
