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I-7

Resumo de Saffrey e Westerink

Capítulo 7. Resposta a essa objeção.

Para responder claramente a essa objeção, reconhece-se primeiro que Platão nem sempre trata formalmente de teologia em seus diálogos. Mas há um diálogo que tem como objeto específico a teologia em sua totalidade, que é o Parmênides. Talvez essa afirmação surpreenda, mas devemos reconhecer que nele se encontra exposta a hierarquia completa das processões divinas e a coerência sistemática que as liga entre si (p. 30.19-31.27).

O Parmênides contém, portanto, todo o sistema da teologia platônica, enquanto os outros diálogos apresentam apenas aspectos parciais. Por isso, é necessário, por um lado, relacionar todos os diálogos com aqueles que enumeramos no capítulo 5 e, por outro, relacionar todos esses, por sua vez, com o único Parmênides (p. 32.1-12).


Resumo da tradução de Thomas Taylor

  • Admissão do caráter paradoxal da afirmação, aparente apenas aos iniciados (synetoi)
  • Necessidade de ousadia nos argumentos para afirmar contra os oponentes
  • Reivindicação central: o diálogo Parmênides e as concepções místicas que contém realizam todos os desejos de unidade e completude teológica
  • Conteúdo teológico sistemático do Parmênides
    • Processão ordenada de todos os gêneros divinos a partir da primeira causa
    • Evidência da conexão mútua e dependência recíproca entre esses gêneros
    • Caracterização hierárquica dos gêneros divinos:
      • Os mais altos: connatos com o Um, de natureza primária, dotados de uma forma unificada, oculta e simples de hyparxis
      • Os últimos: multiplicados, distribuídos em muitas partes, exuberantes em número, mas inferiores em potência aos de ordem superior
      • Os médios: segundo uma proporção conveniente, mais compostos que suas causas, mas mais simples que sua progênie própria
    • Perfeita aparição de todos os axiomas da ciência teológica neste diálogo
    • Exibição de todas as ordens divinas subsistindo em conexão
  • Definição sumária do Parmênides: nada menos que a celebrada geração dos Theoi (Deuses) e a processão de todo tipo de ser a partir da causa inefável e desconhecida dos todos
  • Papel do Parmênides na economia do conhecimento teológico platônico
    • Acende nos amantes de Platão a luz toda e perfeita da ciência teológica
    • Função dos demais diálogos mencionados: distribuir partes da disciplina mística sobre os Theoi (Deuses)
    • Participação de todos esses diálogos na sabedoria divina e excitação de concepções espontâneas sobre uma natureza divina
  • Método hermenêutico necessário
    • Referir todas as partes desta disciplina mística aos diálogos mencionados
    • Referir estes diálogos, por sua vez, à teoria uma e toda-perfeita do Parmênides
    • Consequência desejada: suspensão do mais imperfeito a partir do perfeito, das partes a partir dos todos
    • Exibição de razões assimiladas às coisas, das quais, segundo o Timeu platônico, são intérpretes (hermeneis)
  • Conclusão da resposta à objeção
    • Referência da teoria platônica ao Parmênides como princípio unificador
    • Analogia com o reconhecimento universal do Timeu como contendo toda a ciência sobre a natureza (physiologia)
    • Estabelecimento do Parmênides em posição análoga para a teologia

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