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TRATADO 25 (II, 5) - SOBRE O SENTIDO DE "EM POTÊNCIA" E "EM ATO"

Enéada II,5

Brisson & Pradeau

BP

Capítulo 1: Introdução.

1-3. O que é o ser em potência e o ser em ato?

3-6. O ato e o ser em ato são a mesma coisa?

O ser em potência.

6-7. O ser em potência existe nas coisas sensíveis.

7-10. Tudo está em ato no inteligível.

10-15. O ser em potência é sempre em potência de alguma coisa.

15-21. O ser em potência, além de ser o que é, se tornará outra coisa.

21-29. O ser em potência não é uma potência.

29-34. O ser em potência é um substrato para as afeições e as formas.

Capítulo 2: O ser em potência e sua relação com o ato.

1-10. O ser em potência não se torna ato.

10-15. É o composto, e não a matéria, que está em ato.

15-26. Sócrates, que se torna gramático, permanece em potência.

26-31. A forma de um composto é o ato desse composto.

31-36. Existe também outro ato, aquele que se opõe à potência.

Capítulo 3: Os inteligíveis.

1-4. Como se falará do ser em ato nos inteligíveis?

4-8. Se a matéria inteligível não existe, não há ser em potência ali.

8-13. E se a matéria existisse ali, o que seria do ser em potência?

13. A matéria inteligível é uma forma.

13-14. A alma, por exemplo, que é uma forma, é matéria para outra coisa.

14-19. Mas a alma não está em potência em relação a essa coisa.

19-23. A alma é potência, e não em potência dessas coisas.

23-24. Como é o ser em ato no inteligível?

24-40. Todos os inteligíveis estão em ato e são um ato.

Capítulos 4 e 5: A matéria sensível.

Cap. 4, 1-10. A matéria não é em ato nenhum dos seres que nascem nela.

Cap. 4, 10-11. Ela é um não-ser em oposição àqueles que nascem nela.

Cap. 4, 11-14. Ela é um não-ser, porque não é uma forma.

Cap. 4, 14-18. Não pertencendo a nenhuma classe de ser, ela não pode estar em ato.

Cap. 5, 1-2. Ela é a matéria dos seres, porque está em potência.

Cap. 5, 2-5. Seu ser em potência consiste em ser todas as coisas em potência.

Cap. 5, 5-8. Para ser uma matéria, ela não é nada em ato.

Cap. 5, 8-15. Ela sempre foi um não-ser; nunca foi um ato e nunca o será.

Cap. 5, 15-19. Ela surge após os inteligíveis e é capturada pelo que vem a ela.

Cap. 5, 19-27. Ela é um fantasma, uma mentira em ato e um não-ser em ato.

Cap. 5, 27-36. A matéria é indestrutível, pois existe apenas em potência.

Bouillet

Ennéades

Este livro está relacionado ao anterior porque Plotino volta a tratar da matéria, que ele considera como a potência de se tornar todas as coisas.

(§ I) Quando se diz que uma coisa está em potência, é porque ela pode tornar-se algo diferente do que é: é assim, por exemplo, que o bronze está em potência como uma estátua. — Estar em potência, aliás, não é a mesma coisa que estar em potência, se entendermos a potência produtora. A potência opõe-se ao ato, estar em potência opõe-se a estar em ato. A coisa que está assim em potência é o sujeito das modificações passivas, das formas e dos caracteres específicos, ou seja, a matéria.

(II) Sendo o que está em potência a matéria, o que está em ato é a forma. Uma substância corpórea, como o bronze, não pode ser ao mesmo tempo em potência e em ato outra coisa, por exemplo, uma estátua. Uma substância incorpórea, como a alma, pode ser ao mesmo tempo em potência e em ato outra coisa, por exemplo, o gramático.

Costuma-se dar o nome de ato à forma de tal ou tal objeto. Esse nome seria mais adequado ao ato que não é a forma de tal ou tal objeto, ao ato correspondente à potência que leva uma coisa ao ato.

Quanto à potência que produz por si mesma aquilo de que é potência, ela é uma hábito.

(III) Se aplicarmos ao mundo inteligível as considerações anteriores, vemos, ao examinar a inteligência e a alma, que todo inteligível está em ato e é ato.

(IV-V) No mundo sensível, ao contrário, o que é uma coisa em potência é outra coisa em ato. Quanto à matéria, ela é em potência todos os seres e não é nenhum deles em ato; chama-se a ela o informe em oposição à forma, o não-ser em oposição ao ser, do qual ela não passa de uma imagem fraca e obscura. O ser da matéria é o que deve ser, o que será, a potência de se tornar todas as coisas.

Igal

BCG57

I. ESCLARECIMENTOS PRELIMINARES (capítulos 1-2).

1. Problema: o que significa “em potência” e o que significa “em ato”? “Ato” é o mesmo que “em ato”? (1, 1-6).

2. No mundo sensível, há coisas em potência; no mundo inteligível, tudo está em ato, sob pena de permanecer sempre em potência (1, 6-10).

3. Diz-se que A está em potência se, sendo A em ato, puder vir a ser B, seja sem deixar de ser A, seja deixando de ser A (1, 10-21).

4. Normalmente, “em potência” não é o mesmo que “potência”. É preferível correlacionar “em potência” com “em ato” e “potência” com “ato” (1, 21-26).

5. «Em potência» diz-se do substrato; «em ato», do composto; «ato de tal coisa», da forma; «ato» sem mais, do ato da potência ativa (cap. 2).

II. OS INTELIGÍVEIS ESTÃO EM ATO E SÃO ATOS (cap. 3).

1. Por que estão em ato; porque nada se transforma em nada; porque tudo é eterno; porque até a matéria é forma (tampouco a alma está em potência: ela é potência) (3, 1-22).

2. Como estão em ato: não à maneira do composto sensível, por ter recebido uma forma, mas à maneira da forma sempre atual (3, 22-34).

3. São atos: são atos porque são vidas (3, 34-40).

III. A MATÉRIA DO MUNDO SENSÍVEL (cap. 4-5).

1. É o não-ser: não é nenhum dos seres sensíveis, em forma, nem nenhum dos inteligíveis (cap. 4).

2. É todas as coisas em potência, mas nenhuma em ato (5, 1-8).

3. É mero não-ser, não no sentido de distinto do ser, mas no sentido de estar abaixo do ser (5, 9-19).

4. Realmente não-ser: em ato é um fantasma, a verdadeira falsidade, realmente não-ser; seu ser consiste em ser não-ser em ato e em ser sempre em potência (5, 19-36).

Armstrong

APE

O que se entende por existência potencial e real, e por potencialidade e atualidade; uma discussão destinada a esclarecer o significado desses conceitos aristotélicos (cap. 1-2). Como esses conceitos devem ser aplicados ao mundo inteligível; não há matéria ali no sentido de um princípio de mudança, mas o algo semelhante à matéria que nossa análise detecta é a forma, um aspecto da atualidade imutável (cap. 3). Como eles se aplicam à matéria do mundo sensível; trata-se de uma potencialidade que nunca se torna nem pode se tornar nada atual (cap. 4-5).

Lloyd

LPE

§§1–2. Uma discussão preliminar sobre dois sentidos de “potencialmente” e “potencialidade”, um relacionado a coisas que persistem por meio de uma transformação e outro relacionado a coisas que são destruídas, e como “efetivamente” e “efetividade” se relacionam com cada um deles.

§3. Todas as coisas no mundo inteligível são efetivas e de efetividade.

§§4–5. Potencialidade e efectividade no mundo sensível.


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